Chegamos no mês do Dia Internacional da Tireoide!

Data de criação 05/05/2017

O Dia Internacional da Tireoide é lembrado em 25 de maio, e o tema deste ano da Campanha criada pelo Departamento de Tireoide da SBEM é: Estou com um nódulo na tireoide – e agora?. Os doutores Célia Regina Nogueira e José Augusto Sgarbi estão na presidência e vice-presidência, respectivamente, deste Departamento.

Para marcar a semana da tireoide (de 22 a 25 de maio), foram produzidos folders informativos e camisetas que serão distribuídos pelos médicos de São Paulo e interior (e outros do Brasil afora), que farão ações locais de conscientização à população.

Abaixo você confere as principais informações dessa Campanha:

Você sabia?

- A tireoide é uma glândula que fica na base da região anterior do pescoço.

- A tireoide produz dois hormônios a TRIIODOTIRONINA (T3) e a TIROXINA (T4).

- Esses hormônios são muito importantes em todas as fases da vida, como na formação dos órgãos fetais (principalmente o cérebro), crescimento, desenvolvimento, fertilidade e reprodução.

- Os hormônios da tireoide exercem ainda importante atuação nos batimentos cardíacos, sono, raciocínio, memória, temperatura do corpo, funcionamento intestinal e no metabolismo.

- As principais doenças que afetam a glândula são: hipotireoidismo (função diminuída), hipertireoidismo (aumento de função), tireoidites (processos inflamatórios) e nódulos na tireoide (benignos ou malignos).

- O hipotireoidismo é mais comum em mulheres na pós-menopausa.

- O diagnóstico do hipotireoidismo congênito é realizado por meio do exame do pezinho nos primeiros dias de vida.

- Durante a gravidez, o hipotireoidismo não diagnosticado e não tratado pode se associar com complicações à gestação e ao feto.

- Na gestação, o diagnóstico deve ser feito no primeiro trimestre.

- Em crianças, o hipotireoidismo atrapalha o rendimento escolar se não tratado adequadamente.

- Os nódulos de tireoide são muito frequentes e podem afetar de 50% a 60 % da população.

 

Eu tenho um nódulo na tireoide. E agora?

1) Qual o primeiro passo diante da descoberta de um nódulo de tireoide?

Ao examinar um paciente, cerca de 4 a 7% das mulheres e 1 % dos homens apresentam nódulos tireoidianos palpáveis. Nesse caso, ele costuma ter mais que 1 cm e seu médico avaliará o funcionamento da tireoide solicitando o exame de sangue chamado TSH e também o exame de ultrassonografia da glândula.

2) Há risco de câncer, como saber?

Cerca de 85% a 90% desses nódulos são benignos. São fatores de risco de malignidade: história de radiação na região cervical, história familiar de câncer de tireoide em parentes de primeiro grau, crescimento rápido do nódulo, presença de adenomegalias (“ínguas”) na região do pescoço e rouquidão.

3) Como saber se meu nódulo é benigno ou maligno?

As características ultrassonográficas do nódulo direcionarão para o caráter maligno ou benigno do nódulo.

4) Quando fazer a punção-biópsia da tireoide?

Nem todo nódulo precisa ser puncionado. São as características ultrassonográficas que determinarão se necessitará realizar a Punção Aspirativa com Agulha Fina da Tireoide (também denominada de PAAF).

5) Todo nódulo da tireoide deve ser operado?

Não. Apenas os nódulos positivos ou fortemente suspeitos para malignidade pela PAAF.

6) O que fazer se o resultado da PAAF for benigno

Se benigno, ele será acompanhado pelo médico para avaliar se há crescimento ou alteração no funcionamento da tireoide.

 

O meu nódulo é câncer, e agora?

1) Qual o primeiro passo diante do diagnóstico de câncer de tireoide?

Se for diagnosticado câncer da tireoide é necessário saber qual o tipo de câncer.

2) Quais os tipos de câncer que existem?

A. Papilífero – mais comum e está presente em 80% das pessoas com câncer da tireoide. Geralmente, cresce lentamente e, muitas vezes, se espalha para os gânglios linfáticos no pescoço. Espalhar para os pulmões e ossos é raro. Duas vezes mais frequente nas mulheres que nos homens e ocorre mais comumente em indivíduos adultos jovens (30-50 anos).

B. Folicular – é o segundo mais comum e está presente em 10 a 15% dos casos. A disseminação é para os pulmões ou ossos. Mais frequente em mulheres que em homens (2 vezes) e acomete indivíduos mais velhos (40-60 anos).

C. Medular – menos comum e ocorre em 5% dos casos. Quando não se espalha para além da tireoide o paciente tem 90% de chance de sobreviver. Em 1/4 dos casos pode ocorrer em outros membros da família e requer a avaliação genética.

D. Anaplásico - é a forma menos comum, e ocorrendo em 1% a 2% dos casos, além de ser o mais agressivo. A chance de sobrevida é de 6 a 12 meses. Afeta mais homens que mulheres e pessoas com mais de 65 anos.

3) O câncer de tireoide é agressivo?

Geralmente não. O papilífero cresce lentamente e se detectado enquanto muito pequeno e confinado à glândula tireoide, a taxa de cura é próxima de 100%. O Folicular também tem alta taxa de cura (95%) se o tumor for pequeno e restrito à tireoide, particularmente em indivíduos mais jovens. O medular e anaplásico são os mais agressivos mas, felizmente, mais raros.

4) Como é o tratamento do câncer da tireoide?

O tratamento varia, dependendo do tipo de câncer e se ele se espalhou. As opções de tratamento incluem:

Cirurgia – O cirurgião remove parte ou, mais comumente, toda sua glândula tireoide, e nódulos linfáticos anormais. Alguns cirurgiões também removem os linfonodos próximos, mesmo se eles não estiverem visivelmente anormais. Após a cirurgia, o paciente deverá tomar hormônio tireoidiano para o resto de sua vida para substituir os hormônios da tireoide que não pode mais produzir.

Terapia com iodo radioativo – Esse tratamento consiste em ingerir uma pequena quantidade de iodo radioativo para destruir o tecido tireoidiano não removido pela cirurgia. O iodo radioativo também pode tratar o câncer de tireoide que se espalhou para os nódulos linfáticos e outras partes do corpo.

5) Tenho que fazer quimioterapia e radioterapia?

A quimioterapia só é indicada para os tumores anaplásicos, mas raramente é curativa. A radioterapia também não é comum no tratamento do câncer da tireoide. É usada apenas para algumas pessoas que têm câncer avançado e não podem fazer cirurgia, e que podem beneficiar-se de alguma forma de radiação externa.

6) Como vai ser depois da cirurgia para a retirada da tireoide?

Após a cirurgia para a retirada da tireoide a vida será normal. A pessoa usará a levotiroxina diariamente na dose adequada para uma vida saudável. Usará essa medicação todo dia de manhã, meia hora antes do café da manhã. O seu médico seguirá adequadamente o tratamento.

Atualizada em: 05/05/2017