Anvisa aprova Saxenda para controlar obesidade

Data de criação 04/03/2016

Liberado no dia 29 de fevereiro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Saxenda promove uma perda de peso sustentável e melhora de vários fatores de risco.

A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco de várias outras doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer. O risco de morbidade e mortalidade aumenta com a gravidade da obesidade e com o tempo, já que fatores genéticos e ambientais interferem no indivíduo. Por isso, embora alimentação saudável e atividade física integrem qualquer tratamento para perda de peso, a maior parte dos pacientes não têm sucesso com essa intervenção isoladamente.

O tratamento farmacológico está indicado em pacientes com sobrepeso e doenças associadas ou com obesidade mesmo na ausência de doenças e, atualmente, é necessário para a maioria dos pacientes. “Na experiência do nosso ambulatório, no HC-FMUSP, apenas 6,9% não utilizam nenhuma medicação antiobesidade, sendo que 63,4% usam mais de uma medicação”, informa o Dr. Marcio Correa Mancini, médico da SBEM-SP.

A Anvisa concedeu o registro do Saxenda (liraglutida 3 mg), o primeiro análogo do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (GLP-1) humano aprovado para o tratamento da obesidade nos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, México, Austrália e agora também no Brasil. Da mesma forma que o GLP-1 endógeno, o Saxenda age no cérebro para reduzir o apetite e a ingestão de alimentos aumentando a saciedade e reduzindo a fome e promovendo uma perda de peso sustentável e melhora de vários fatores de risco.

“A segurança e a tolerabilidade foram avaliadas em estudos clínicos que incluíram mais de cinco mil pacientes(incluindo pacientes brasileiros, muitos que foram estudados no Centro de Pesquisas Clínicas do HC-FMUSP) dentro do programa clínico SCALE (incluindo pessoas com diabetes tipo 2). Em um estudo de um ano com Saxenda a média de perda de peso foi 9,2% em pacientes que concluíram o estudo e a redução média na circunferência abdominal de 8,2 cm. 63% perderam ≥ 5% do peso (3 em cada 5); 33% perderam > 10% de seu peso corporal (1 em cada 3) e 14% perderam > 15% de seu peso corporal (1 em cada 7)”, informa Dr. Mancini.

Dados do Brasil - No nosso país, cerca de 50% dos homens e 60% das mulheres, com mais de 20 anos, apresentam excesso de peso e mais de 20% deles têm obesidade.

Atualizada em: 04/03/2016

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